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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com Boas leituras!

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Poema - "Novo Dia"

por talesforlove, em 20.08.17

mararcoiris.gif

 

Novo Dia


Que vens do sol, luz, que lhe escapa

Ninguém jamais te poderá deter...

Jamais és cativo de um livro na sua capa.

A tua força extravasa tudo; não te posso ter.


Não és de ninguém, viril e fero!

As distâncias tens de ganhar!

O sol tornar cativo do arco-íris!

E tornas a estrela sol um arco, vencido.


Tu és o que há de novo, destroços de inverno,

Vences raízes amaldiçoadas, canções escuras,

E és, em mim, um devir, alto do tamanho do oceano.

Os teus arautos são de fogo; Tu, tudo curas!

 

 

NOTA:

Hoje ficou-se a saber que regressam os Guardas Florestais, o que é uma excelente notícia, até porque será um investimento que se paga a si próprio.

Infelizmente, faleceu um piloto de helicóptero, durante o combate a um fogo. Teria sido evitável se o helicóptero fosse equipado com um censor para detecção de cabos de alta tensão. Algo simples que deve ser tomado como lição em contextos em que mesmo de dia, devido ao fumo, não é possível avistar objectos de grande volume em serras sinuosas.

 

lixonapraia1.gif

 

Sugestões relativas a fogos florestais em Portugal - Pedrógão

por talesforlove, em 17.08.17

Foi a 17 de Junho de 2017 que faleceram 64 pessoas diretamente devido ao enorme e cruel fogo em Pedrógão, o qual se ficou a dever às condições climatéricas desfavoráveis... mas não só. Não podemos esquecer estas pessoas e no futuro não pode ser colocado de parte todo o trabalho responsável e necessário, que exige a necessidade de evitar novas situações como esta. Estas duas sugestões são em memória e como apoio a todos os que sofrem com os fogos em Portugal.


1a - A criação de bocas de incêndio em locais estratégicos de algumas aldeias;

2a - Cativar o voluntariado nacional para apoio nos locais afetados. Por exemplo, para a reflorestação ou apoio a pessoas mais idosas.

 

Um abraço e boas leituras.

Uma música e letra muito de Verão

por talesforlove, em 22.07.17

 

Letra em Françês:

On ira écouter Harlem au coin de Manhattan
On ira rougir le thé dans les souks à Amman
On ira nager dans le lit du fleuve Sénégal
Et on verra brûler Bombay sous un feu de Bengale
On ira gratter le ciel en dessous de Kyoto
On ira sentir Rio battre au cœur de Janeiro
On lèvera nos yeux sur le plafond de la chapelle Sixtine
Et on lèvera nos verres dans le café Pouchkine
Oh qu'elle est belle notre chance
Aux milles couleurs de l'être humain
Mélangées de nos différences
A la croisée des destins
Vous êtes les étoiles nous somme l'univers
Vous êtes un grain de sable nous sommes le désert
Vous êtes mille pages et moi je suis la plume
Oh oh oh oh oh oh oh
Vous êtes l'horizon et nous sommes la mer
Vous êtes les saisons et nous sommes la terre
Vous êtes
 
Em Português:
Vamos ouvir a área de Harlem de Manhattan
Vamos corar chá nos bazares em Amman
Vamos nadar no leito do rio Senegal
E vamos queimar em Mumbai sob fogo de Bengala
Vamos raspar o céu abaixo de Kyoto
Vamos sentir a batida do Rio no coração de Janeiro
Vamos levantar os olhos para o teto da Capela Sistina
E vamos levantar os nossos copos no café Pushkin
Oh quão bonita ela é a nossa oportunidade
Mil cores do ser humano
Misturando as nossas diferenças
Na encruzilhada do destino
Vocês são as estrelas Nós somos o mundo
Tu és um grão de areia nós somos o deserto
Tu és de mil páginas e eu sou a caneta
Oh oh oh oh oh oh oh
Voçês estão no horizonte e nós somos o mar
Vocês são as estações do ano e nós somos a terra
Vocês são ...

 

Para recordar o fogo de Pedrógão, a 17 de Junho de 2017

por talesforlove, em 17.07.17

Verão 2017

 

Queria que o tempo do calor fosse perfeito.

Braços espraiados, manhã fresca e nova,

bolhas de sonhos a rebentar nas ondas, no peito,

e um ar leve, perfumado, morno, rarefeito, que renova.

 

Mas tudo se foi na veloz labareda,

que comeu os sonhos de outros, como bolos,

deixou o açúcar converter-se em nada e

a água do rio elevar-se para as nuvens,

e de lá se desprenderem em gotas,

sem dádiva, em choro que tolhe.

 

E por cá ficamos todos, a olhar para lá,

pelo ecrã, pelos olhos de outrem, pelos nossos,

a ver o que se desfez, tudo outra vez.

Muito mais sós.

 

Para mim, não será o mesmo, este Verão

embora o meu seja mais do mesmo, que o dos outros não será.

Todos sofremos profundamente à vez, para sermos assim:

capazes de nos ampararmos com força no coração.

 

 

 

Deles se desprenderam amigos, escoaram-se vidas,

que são abóbadas sem pedra, são céu, rimas perdidas,

são agora janelas sem cortinas, sem adeus;

restando-lhes o terno consolo de Deus.

 

12 e 14 e 16 de Julho de 2017

por Rui M.

 

espumabolhas2017.jpg

 

Esperança para Pedrógão Grande após o incêndio - um poema

por talesforlove, em 01.07.17

Verdes são os campos
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

por Luís de Camões

Porque é importante não esquecer...

por talesforlove, em 26.06.17

 

Medos rubros

 

Ao cimo da serra, eu ergo a minha mão.

E entre os troncos dos meus dedos,

enquanto soletro uma silenciosa oração,

surgem, vermelhos, os meus medos...

 

por Rui M.

 

 

Um pequeno recanto de natureza idêntico a tantos que arderam nas serras...

 

oliveirasemilho.jpg

 

 

Detalhe de folhas queimadas que viajaram cerca de 6 kms a voar... estão inteiras e podem ter a noção da sua dimensão...

folhascommedida.jpg

 

Homenagem a todos nós que acreditamos num futuro melhor...

por talesforlove, em 22.06.17

Porque é nos momentos difíceis que devemos ser maiores (e seremos):

 

Para ser grande, sê inteiro: nada

        Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

         No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

         Brilha, porque alta vive.

 

Ricardo Reis (Fernando Pessoa), 1933

 

 

Como ajudar...

por talesforlove, em 21.06.17

Ajudar as vítimas do fogo de Pedrógão Grande:

https://ind.millenniumbcp.pt/pt/Particulares/Pages/apoio-vitimas-incendios-pedrogao.aspx

e

https://eco.pt/2017/06/19/empresas-e-banca-solidarias-com-pedrogao-doacoes-e-creditos/

e

http://radiocomercial.iol.pt/noticias/70041/pedrogao-grande-como-ajudar-os-bombeiros-e-as-vitimas

 

Obrigado.

Homenagem a Bombeiros e Militares no Fogo de Pedrógão e Góis

por talesforlove, em 20.06.17

Descalça vai para a fonte

 

“Descalça vai para a fonte

Leonor pela verdura;

Vai formosa e não segura.

 

Leva na cabeça o pote,

O texto nas mãos de prata,

Cinta de fina escarlata.

Sainho de chamalote;

Traz a vasquinha de cote.

Mais branca que a neve pura;

Vai formosa e não segura.

 

Descobre a touca a garganta,

Cabelos de ouro o trançado,

Fita de cõr de encarnado,

Tão linda que o mundo espanta;

Chove nela graça tanta

Que dá graça a formesura;

Vai formosa e não segura.”

 

Luís de Camões

Fogo de Pedrógão Grande... (3)

por talesforlove, em 20.06.17

Uma segunda sugestão:

Seria excelente uma valorização, um estudo das propriedades químicas, das plantas autóctones.

O estudo académico das suas propriedades úteis para a saúde e alimentação e o desenvolvimento de novos produtos seria excelente para dar emprego às pessoas do Interior do País mas não só.

É necessária uma floresta diversificada e uma agricultura com dignidade... que seja sinónimo de qualidade de vida.

Afinal, 1000 milhões de Euros, apenas uma parcela pequena do que foi gasto com o apoio ao Setor Bancário, que merece também a nossa consideração, seria o bastante para restituir a dignidade ao Interior do Portugual Continental.

Será que as pessoas do Interior do País são Portugueses de segunda?

E os pequenos proprietários de terrenos são uma praga?

Ou serão todos vítimas de falta de verdadeiro apoio de proximidade?

 

E Góis já sofre e muito neste momento...

 

Até breve.

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