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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com Boas leituras!

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Um filme a ver: Indice Médio de Felicidade (Portugal Agosto 2017)

por talesforlove, em 11.09.17

Podem ver o trailer aqui:

 

Para breve, algumas observações neste blog :)

Boas leituras.

Sugestões relativas a fogos florestais em Portugal - Pedrógão

por talesforlove, em 17.08.17

Foi a 17 de Junho de 2017 que faleceram 64 pessoas diretamente devido ao enorme e cruel fogo em Pedrógão, o qual se ficou a dever às condições climatéricas desfavoráveis... mas não só. Não podemos esquecer estas pessoas e no futuro não pode ser colocado de parte todo o trabalho responsável e necessário, que exige a necessidade de evitar novas situações como esta. Estas duas sugestões são em memória e como apoio a todos os que sofrem com os fogos em Portugal.


1a - A criação de bocas de incêndio em locais estratégicos de algumas aldeias;

2a - Cativar o voluntariado nacional para apoio nos locais afetados. Por exemplo, para a reflorestação ou apoio a pessoas mais idosas.

 

Um abraço e boas leituras.

Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira

por talesforlove, em 11.08.17

“Adágios” (2017) é o terceiro livro publicado por José Vieira, pseudónimo da autora Teresa Vieira Lobo, nascida na década de 80 do século passado em Gaula . Esta obra surge após o amadurecimento literário proporcionado pelo primeiro livro “Estranhas Coincidências”, publicado em 2014, e pouco depois, em 2016, com o romance “Dedicação, Palavra e Honra”. Alguns contos publicados na revista literária “Submersa” e na plataforma “Quem conta um conto”, somam-se a esta atividade literária laboriosa.
“Adágio significa provérbio popular com mensagens de teor moral, ditado. Assim, considerando apenas o título “Adágios”, poderíamos supor que no interior deste livro iríamos encontrar uma coletânea de ditados, todavia, tal não é verdade pois, encontram-se 5 contos autónomos, todos eles, é certo, com mensagens morais explícitas com diversa gradação na forma como nos surgem.
Em prosa cativante, em ritmo marcado pela ação e emoção, surgem diante de nós as vidas, realistas, de cinco mulheres que procuram o melhor para si, e para os seus, em contextos frequentemente tormentosos mas também frequentemente felizes, muitas vezes em simultâneo, sem dúvida que a par e passo; em relato de luta entre o bem e o mal.
Na contracapa diz-se que “Adágios é um livro de vidas. De mulheres. De luta. Um dia foram elas... Amanhã seremos nós.” Convém olhar com algum cuidado esta sequência afirmativa. As vidas são, sem dúvida, o núcleo central deste trabalho, são elas que lhe dão corpo. São-no na perspetiva das mulheres, o que adiciona detalhes comoventes e familiares ou mesmo de “amor quase maternal”, como às páginas tantas se menciona, de tal forma que, quando em certo momento se fala de “essência”, já compreendemos, antecipadamente, o que se pretende referir ou pelo menos isso assumimos, dada a profundidade de alguns dos conflitos éticos com que se deparam as personagens.
Quero todavia acreditar que vários destes elementos dramáticos seriam parte destas histórias caso se de homens se tratasse... A luta ética é algo que pode dizer muito a todo o ser humano e é de seres humanos que versam estas páginas, sensíveis e cativantes. Todavia, não se concorda com a afirmação que remete para amanhã esta luta, pois por vezes podemos esquecer mas ela nos envolve a cada momento e em cada ação pois somos seres dotados de livre arbítrio.
Em resumo, a leitura de “Adágios” leva-nos longe, quem sabe a olhar “por dentro” a natureza humana. A certa altura com um prisma religioso e em outros tantos momentos tão só pelo sentir que, de facto, nos transmite. Se assumirmos que a literatura proporciona mudança ou alicerces a quem dela frui, este livro pode ser entendido como um bom caso de “literatura de catarse”. São páginas que valem a pena ser lidas.

 

Referência da obra:

Vieira, J. (2017), “Adágios”, Chiado Editora, Lisboa, pp. 97

 

Tem interesse no livro?

Aqui tem o contacto da Autora: teresavieiralobo@sapo.pt

Breve crítica visual ao filme “Rei Artur: A Lenda da Espada” (2017)

por talesforlove, em 03.08.17

O filme “Rei Artur: A Lenda da Espada” é um filme dirigido por Guy Ritchie, e escrito o guião por Joby Harold, Guy Ritchie e Lionel Wigram, o qual estreou em Maio de 2017.
A lenda da espada está associada, desde a Idade Média, à legitimidade de ocupação do trono na Grã-Bretanha, e deu origem a vários trabalhos literários por exemplo, a trilogia em verso escrita pelo poeta Francês Robert de Boron's Merlin, cerca de 1200 (Timeless Myths; 2017).
Em termos visuais a informação relativa ao tempo da ação é essencial para estabelecer uma relação de “confiança” entre o filme e o espetador, pois este último, atualmente, está bem informado sobre o que corresponde, à Idade Média Europeia, tanto em termos civilizacionais, bem como no que diz respeito a um certo imaginário que conota esta época com uma determinada “Idade das Trevas”. Algo que, em boa verdade, não é totalmente certo, sendo que para este contexto interessa apenas a 1ª impressão mais vulgarmente aceite.
As imagens do filme permitem-nos ser transportados para um tempo diferente do nosso, sendo nós levados, confiantes, pois o retrato corresponde ao que já havíamos preconcebido. Os efeitos visuais, adicionados ao trabalho dos atores, no mesmo plano, conferem um grau extra de impacto ao drama que nos envolve, passo a passo, suavemente, como se nos puxasse para dentro da tela.
Eventualmente, por vezes, os efeitos especiais podem ser usados em demasia em certas zonas de conjunto, a tal ponto que por vezes podemos ficar confundidos com a imagem de um qualquer jogo de computador. Esta situação, não sendo algo necessariamente mau, pode contribuir para que alguns espetadores não se sintam tão atraídos. Adicionalmente, o desempenho dos atores principais parece ser excelente, na minha modesta opinião, sendo que talvez um pouco mais de tratamento da cor da pele dos atores, poderia acentuar o “ar” grave e de extremo contacto com a natureza rude que a ação parece exigir.
O filme é excelente, muito interessante e envolve-nos; sendo que vale a pena ser visto, tanto pelo imaginário Europeu como pelo realismo dramático de várias sequências.

Leva-nos a crer que tem uma certa aura, no sentido de Walter Benjamin.

 

Biografia:

Timeless Myths (2017), https://www.timelessmyths.com/arthurian/excalibur.html.

Para recordar o fogo de Pedrógão, a 17 de Junho de 2017

por talesforlove, em 17.07.17

Verão 2017

 

Queria que o tempo do calor fosse perfeito.

Braços espraiados, manhã fresca e nova,

bolhas de sonhos a rebentar nas ondas, no peito,

e um ar leve, perfumado, morno, rarefeito, que renova.

 

Mas tudo se foi na veloz labareda,

que comeu os sonhos de outros, como bolos,

deixou o açúcar converter-se em nada e

a água do rio elevar-se para as nuvens,

e de lá se desprenderem em gotas,

sem dádiva, em choro que tolhe.

 

E por cá ficamos todos, a olhar para lá,

pelo ecrã, pelos olhos de outrem, pelos nossos,

a ver o que se desfez, tudo outra vez.

Muito mais sós.

 

Para mim, não será o mesmo, este Verão

embora o meu seja mais do mesmo, que o dos outros não será.

Todos sofremos profundamente à vez, para sermos assim:

capazes de nos ampararmos com força no coração.

 

 

 

Deles se desprenderam amigos, escoaram-se vidas,

que são abóbadas sem pedra, são céu, rimas perdidas,

são agora janelas sem cortinas, sem adeus;

restando-lhes o terno consolo de Deus.

 

12 e 14 e 16 de Julho de 2017

por Rui M.

 

espumabolhas2017.jpg

 

Entrevista a Paula Hawkins na Feira do Livro de Lisboa em 2017

por talesforlove, em 09.07.17

Autora das obras "Escrito na Água" e "A Rapariga no Comboio"

 

O que ser escritora significa para si?
Escrever é mais uma vocação que uma profissão: sou suficientemente sortuda para poder ganhar a vida a escrever, mas penso que escreveria – tal como sempre escrevi – mesmo que eu não fosse publicada. Desde a infância sempre tive grande prazer em escrever histórias: todavia foi apenas quando cheguei aos meus 30 anos que ganhei confiança suficiente para mostrar essas histórias a outras pessoas, mas a necessidade de criar ficção nunca me abandonou.

Que período da sua vida pensa que mais influenciou a sua escrita?
Possivelmente a fase final da minha adolescência ou os meus vinte anos mais jovens que correspondem ao tempo em que abandonei o Zimbabué, onde cresci, e em que me mudei para Londres, onde vivo atualmente. Esses anos foram agitados, e frequentemente solitários – escrevi muito durante esse tempo. Aos dezanove anos, mudei-me para Paris e vivi lá durante um ano. Essa foi a primeira vez que vivi sozinha, numa cidade estrangeira, a falar uma língua que eu tentava dominar mas com dificuldade. Foi solitário, novamente, mas excitante também.

É possível para um escritor criar o seu trabalho sem ter em conta os sentimentos das pessoas em seu redor?
Penso que talvez seja possível, embora eu não esteja certa que tal deva suceder. Escrever é, para mim, um exercício de empatia, na compreensão dos outros, em ser capaz de se colocar na posição do outro e imaginar os seus pensamentos e sentimentos. Assim, seria estranho, se ao imaginar os pensamentos e sentimentos de personagens ficcionais, ignorássemos os sentimentos das pessoas reais da sociedade em que vivemos.

Quase no Final da Feira do LIvro de Lisboa... 2017

por talesforlove, em 14.06.17

Uma frase de Fernando Pessoa:

 

"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?"

 

Fernando Pessoa

Eurovisão... 2017

por talesforlove, em 14.05.17

Ontem foi um dia feliz para Portugal. O país começou abençoado pelo Papa Francisco e terminou com a vitória, no Festival Eurovisão da Canção, de Salvador Sobral ou melhor, dos Manos Luísa Sobral e Salvador Sobral, com a canção “Amar pelos Dois”. Vitória de uma bela música mas talvez sobretudo da família, do trabalho e da ética humilde e autêntica. Vale a pena acreditar e vencer de acordo com os nossos valores e formas de agir e não como uma imitação. Sem palavras.

Parabéns Salvador! És o maior Pá!

 

Pode encontrar aqui a letra/poema e vídeo oficial:

https://www.letras.mus.br/salvador-sobral/amar-pelos-dois/

 

Aqui uma notícia e os dois vídeos do evento:

http://radiocomercial.iol.pt/noticias/68970/portugal-conquista-feito-inedito-salvador-sobral-venceu-o-festival-eurovisao-da-cancao

 

E partilhamos ainda estas duas animações belíssimas, na nossa opinião:

 

Bom Domingo :)

 

 

Votos de Excelente 2017!

por talesforlove, em 16.12.16

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