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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Concurso LIterário "Natureza 2017-2018" e Autores de Dezembro

por talesforlove, em 01.12.17

 

O nosso Concurso Literário "Natureza 2017-2018" começa hoje!

Boa sorte. Regulamento abaixo.

 

 

Contributos do mês:

 

por Fátima Esteves

 

Adeus, irmão lobo

 

Morreste sozinho...
Abandonado,
No meio da floresta que te viu nascer,
No meio das árvores que te viram crescer.
Morreste sozinho...
Já não sentes o cheiro das flores silvestres,
Já não sentes o vento que te afaga o dorso,
Já não ouves o cantar das aves.
Morreste sozinho...
Tinhas frio e fome,
E aquele pedaço de carne não era de ninguém.
Aquele pedaço de carne envenenado,
Que te queimou as entranhas,
Que te corroeu por dentro até ao último suspiro.
Morreste sozinho...
Pela ignorância de quem pensa
Que és perigoso.
Morreste sozinho no espaço que era teu.
De olhos abertos ainda,
Olhas o céu
E manténs um ar tranquilo,
De quem partiu em paz.

 

por Karina Issa

 

A estação das amoreiras

 

A primavera chegou, e com ela muitas flores coloridas, jardins ornamentados e muitas lembranças...

Como não se lembrar da chegada da primavera e suas amoreiras carregadas de suculentas e deliciosas amoras? Só de pensar já me enche a boca d'água!

Lembro-me da minha infância na chácara de meu tio junto a meus primos, na disputa de quem conseguia devorar mais daquelas suculentas amoras, sempre aos berros disputando o espaço debaixo das amoreiras, descalços, com as solas dos pés manchados com a quela nódoa roxa, que depois teimavam em não sair no banho, “nem com caco de telha” brincava minha avó. E é claro que as amoras mais baixas e maduras acabavam primeiro; depois tínhamos que disputar as mais altas e mais difíceis com os passarinhos que, claro, saíam ganhando nessa!

Mas sem estresse, afinal a semana passava ligeiro e no próximo domingo outras amoreiras se encontravam “carregadas” com amoras doces e roxinhas, prontas para serem devoradas! E assim se iniciava a disputa entre os primos novamente...

Hoje esta chácara já não existe mais, mas andando pelas ruas da cidade nesta época do ano, as vejo por aí, espalhadas aos montes em parques, praças e vias públicas, sendo esquecidas e até ignoradas durante o ano, até a chegada da primavera. Então vejo “caçadores” parando, durante uma caminhada ou na volta do trabalho, sob suas frondosas sombras, se equilibrando nas pontas dos pés, apanhando e se fartando com estas frutinhas arroxeadas, uma delicia!

Vergonha por quê? Afinal de contas todos nós já fomos crianças um dia, e relembrar sempre faz bem!

 

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