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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 10 a 14 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Para recordar o fogo de Pedrógão, a 17 de Junho de 2017

por talesforlove, em 17.07.17

Verão 2017

 

Queria que o tempo do calor fosse perfeito.

Braços espraiados, manhã fresca e nova,

bolhas de sonhos a rebentar nas ondas, no peito,

e um ar leve, perfumado, morno, rarefeito, que renova.

 

Mas tudo se foi na veloz labareda,

que comeu os sonhos de outros, como bolos,

deixou o açúcar converter-se em nada e

a água do rio elevar-se para as nuvens,

e de lá se desprenderem em gotas,

sem dádiva, em choro que tolhe.

 

E por cá ficamos todos, a olhar para lá,

pelo ecrã, pelos olhos de outrem, pelos nossos,

a ver o que se desfez, tudo outra vez.

Muito mais sós.

 

Para mim, não será o mesmo, este Verão

embora o meu seja mais do mesmo, que o dos outros não será.

Todos sofremos profundamente à vez, para sermos assim:

capazes de nos ampararmos com força no coração.

 

 

 

Deles se desprenderam amigos, escoaram-se vidas,

que são abóbadas sem pedra, são céu, rimas perdidas,

são agora janelas sem cortinas, sem adeus;

restando-lhes o terno consolo de Deus.

 

12 e 14 e 16 de Julho de 2017

por Rui M.

 

espumabolhas2017.jpg

 

Esperança para Pedrógão Grande após o incêndio - um poema

por talesforlove, em 01.07.17

Verdes são os campos
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

por Luís de Camões

Porque é importante não esquecer...

por talesforlove, em 26.06.17

 

Medos rubros

 

Ao cimo da serra, eu ergo a minha mão.

E entre os troncos dos meus dedos,

enquanto soletro uma silenciosa oração,

surgem, vermelhos, os meus medos...

 

por Rui M.

 

 

Um pequeno recanto de natureza idêntico a tantos que arderam nas serras...

 

oliveirasemilho.jpg

 

 

Detalhe de folhas queimadas que viajaram cerca de 6 kms a voar... estão inteiras e podem ter a noção da sua dimensão...

folhascommedida.jpg

 

Homenagem a todos nós que acreditamos num futuro melhor...

por talesforlove, em 22.06.17

Porque é nos momentos difíceis que devemos ser maiores (e seremos):

 

Para ser grande, sê inteiro: nada

        Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

         No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

         Brilha, porque alta vive.

 

Ricardo Reis (Fernando Pessoa), 1933

 

 

Último dia da Feira do Livro de Lisboa e o Fogo de Pedrógão Grande (1)

por talesforlove, em 18.06.17

Parte de um poema por Tomás Ribeiro, poeta que influenciou Cesário Verde:

 

Meu Adelino, os anos d’alegria

que nós passámos nesta pobre terra

ora em sonhos de d’ardente fantasia,

ora a caçar co’s nossos cães na serra,

ora a pescar nas presas do Pavia

ora a talhar do mundo... a paz e a guerra,

saudades te farão decerto, amigo!

Eu tenho imensas desse tempo antigo!

 

Da peça de teatro A delfina do Mal, de 1868, citada em Mónica, M. (2007), “Cesário Verde: um génio ignorado”, Aletheia Editores, Lisboa, pp. 169 (poema na página 108)

 

Em breve um novo texto sobre a Feira do Livro e o Fogo...

 

Uma foto do fogo neste blog:

http://alicealfazema.blogs.sapo.pt/hoje-e-um-dia-muito-triste-768731

 e

http://portodaspipas.blogs.sapo.pt/terror-2277159

 

Quase no Final da Feira do LIvro de Lisboa... 2017

por talesforlove, em 14.06.17

Uma frase de Fernando Pessoa:

 

"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?"

 

Fernando Pessoa

Feira do Livro de Lisboa 2017, Livros & Viagens

por talesforlove, em 07.06.17

Este ano a Feira do Livro de Lisboa realiza-se de 1 a 18 de Junho, sendo que entre 1 e 6 de Junho foi possível observar, por telescópio, a lua e Júpiter.

A Lua Cheia no céu de Lisboa em noite de Livros... aumentada 66 vezes.

luacheia6Junho2017ok.gif

 Júpiter e as suas luas...

jupiter6Junho2017ok.gif

 O céu "original" sem ampliação...

ceu6Junho2017ok.gif

 

 

Há algo de mágico nestas imagens, somos levados a relativizar tudo, inclusive todas as ideias e sonhos contidos nos livros que ali nos rodeiam a todos. Afinal, o nosso tudo é nada perante a imensidão do universo. Quanta beleza!

 

Entretanto, como o preço dos bilhetes de viagem para a Lua é bastante elevado, podemos pensar, imaginar, viajar até ao Brasil.

Fica o convite a conhecer melhor o Brasil através de uma visita à página de viagens:

http://cantodomundo.com.br

 

Um abraço e boas leituras.

 

 

Outro Fado em Esquina de Alfama, Lisboa

por talesforlove, em 29.05.17

 No “Esquina de Alfama” foi possível encontrar um conjunto de Fadistas que animam a noite com as suas vozes e guitarras, a tal ponto que nos sentimos confusos, entre o tradicional e o brilhar dos telemóveis que surgem nas mãos dos visitantes ansiosos por levar consigo um pouco da atmosfera do restaurante.
Sente-se uma paz que nos invade pela forma inesperada como o Fado toma conta de nós, ali no meio da Lisboa Antiga, cercada pela modernidade. Não muito longe, durante o dia, é possível avistar barcos enormes que vêem lotados de turistas de todo o mundo, aventureiros dos mares, de capacidade muito superior ao Titanic. A sua dimensão imensa rivaliza com a profundidade do que sentimos em locais tão pequenos em espaço habitável e preenchidos por música, mas tão grandes em história e qualidade.
Sabemos que frequentemente o público não compreende a letra, só que isso não interessa a ninguém. A música impõem-se sem mais delongas e todos nós ali comungamos de um estado de alma que nos preenche com sonhos, pedaços de passados que só existiram enquanto aproximação entre o que imaginamos e o que realmente foi...
Assim, embalados pela melodia e o famoso trinar das guitarras, lugar comum tantas vezes recordado, quase nos esquecemos de saborear a comida sobre as mesas, ali mesmo à nossa frente. Também ela de qualidade imensa, também ela recheada de sabores com histórias milenares... E no final, tanto palavreado que possamos apresentar nunca, mas nunca, poderá substituir uma visita em dia de encontro pacífico connosco e com os outros, num local tão único quanto cada ser humano pode ser, e é.

Antologia "Natureza 2016" Já Disponível

por talesforlove, em 16.05.17

Bom dia!

 

Já se encontra disponível a Antologia "Natureza 2016" a qual pode adequirir com a contrapartida de um pequeno donativo!

Contacto: ruiprcar@gmail.com

Um grande abraço!

Viva a literatura!

Uma canção plena de poesia e natureza

por talesforlove, em 11.04.17

Paula Fernandes - Eu sem voçê

 

https://www.youtube.com/watch?v=-ypIzdy1Bkc

 

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